Fabricante brasileira desenvolve solução plástica para envasar vacinas contra a Covid-19

A produção vai garantir abastecimento para a indústria farmacêutica


Estima-se que ao menos 6 bilhões de vacinas devam ser produzidas para imunizar a população de todo o mundo contra o novo coronavírus. Considerando que alguns imunizantes são ministrados em duas doses, o número de insumos necessários para atender a pandemia é ainda maior. E como os esforços da ciência na corrida contra o vírus tendem a ser tornar permanentes, diante da necessidade constante de vacinação a partir de agora, é necessário indicar alternativas para que não haja risco ao processo pela falta de frascos para armazenamento dos fluidos.


Antes mesmo da pandemia de COVID-19, a indústria farmacêutica já experimentava a carência do vidro borossilicato, especial para este fim. De composição química diferenciada, o vidro demanda um processo de produção lento e delicado e, por isso, apresenta-se como um dos gargalos na fabricação das vacinas. A AstraZeneca, uma das principais pesquisadoras da vacina contra a COVID-19, declarou recentemente que não há frascos suficientes para o armazenamento das doses. Problema reconhecido também pela British Glass, a associação britânica de empresas produtoras de vidro, que diz estar em busca de uma solução de longo prazo.


No Brasil, onde pouco mais de 5,5 milhões de pessoas foram vacinadas, o equivalente a 2,5% da população, a produção de vacinas pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tende a aumentar a demanda pelo produto. A estimativa é de produzir até junho 100 milhões de doses do imunizante o que torna a necessidade pelos frascosainda mais crescente. A empresa Spiltagpode contribuir com a solução e tem capacidade para produzir 100 mil frascos/dia feitos com o Polímero Spiltech. A tecnologia, desenvolvida no Japão, e já reconhecida na indústria farmacêutica mundial, permite uma velocidade de produção 60% mais rápida, devido a alta pureza do polímero que apresenta diversos benefícios diante do vidro.


“Há uma redução significativa de operação e o frasco de plástico pesa menos da metade que o de vidro. É um processo menos custoso à medida que utiliza 50% menos água e energia, e ocorre num sistema muito mais sustentável e menos poluente”, diz Gustavo Spila, CEO da Spiltag, indústria com mais de 25 anos de experiência na produção de embalagens para o setor de higiene pessoal,perfumaria e cosméticos, localizada em Marília (SP) e que está disposta a investir U$1,5 milhão no projeto.


Comalgumas características semelhantes e outras ainda mais vantajosas que o vidro, o Polímero Spiltech atende a padrões de segurança extremamente elevados, com nível de resistência à quebra superior aos produtosconvencionais, baixo risco de interações químicas, baixa adsorção de proteínas e resistente à baixas temperaturas, condição necessária para o armazenamento de vacinas que usam mRNA, como as Pfizer/BioNTech e Moderna.


“O Polímero Spiltech suporta temperaturas que vão de -194ºC à 136ºC. Nossos produtos ajudam a superar, inclusive, os desafios relacionados aos medicamentos, como, por exemplo, a delaminação, que é uma espécie de descolamento de camadas, muito comum nos frascos de vidro. O alto nível de impermeabilidade, presente em nossa tecnologia, fornece uma solução mais segura quanto à pureza e eficácia do produto. Além disso, os frascos serão entregues esterilizados e pré-testados, mais uma forma de garantir agilidade e alta qualidade ao processo de envase”, destaca Spila.


Na corrida pelas embalagens, os frascos com o Polímero Spiltechpoderão ser produzidos em 6 tamanhos: 2ml, 5ml, 10ml, 15ml, 50ml e 100ml. “Nossas embalagens são a saída para o abastecimento do mercado de vacinas não somente para atender a demanda atual da COVID-19, mas tão necessárias para todo atendimento à saúde humana”, diz o CEO, que vislumbra contribuir para a solução da escassez do produto em curto prazo.


A produção dos frascos pode abastecer o mercado brasileiro de vacinas e além dessa solução, os itens poderão ser utilizados nas mais diversas necessidades de atenção à saúde humana e também veterinária.


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AIs Comunicação e Estratégia

Ligia Gabrielli

(41) 98700-2363

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