De Papai Noel virtual a amigo oculto, companhias apostam no sucesso das mídias digitais

Aplicativos e redes sociais movimentam fim de ano com promoções e conteúdo viral


SÃO PAULO - Os tradicionais símbolos e rituais de Natal foram repaginados nas novas ações de marketing promovidas nas redes sociais. De Papai Noel digital a amigo oculto, as empresas que apostaram nesses novos canais desenvolveram aplicativos e promoções de olho no potencial de divulgação de Facebook e Twitter nesta época do ano.

— As ações de Natal devem dar um boom de acesso à nossa página no Facebook, porque as pessoas buscam mais por Natal nessa época do ano — diz Victor Elman sócio diretor da Cappuccino Digital, agência que coordena as ações da Arcor nas redes sociais.

Pensando nessa maior procura, a fabricante de alimentos criou um aplicativo de cartões de Natal para o Facebook, que permite o envio de mensagens animadas com neve entre os usuários da rede social. Além disso, fez o tradicional concurso cultural de fim de ano, com o sorteio de cestas de Natal, mas dessa vez aberto para a participação dos seus seguidores do Twitter e fãs do Facebook.


A Nova Pontocom, que reúne as lojas on-line de Ponto Frio, Casas Bahia e Extra, apostou no amigo oculto nas redes sociais. O aplicativo, que pode ser acessado pelo perfil das lojas no Facebook cumpre todas as etapas do ritual, desde a definição da faixa de preço dos presentes, passando pelo sorteio e até a troca de mensagens anônima entre os participantes.


— Após o sorteio, o aplicativo dá sugestões de presente da loja, na faixa de preços escolhida pelos participantes — explica o diretor de Marketing da Nova Pontocom, Vicente Rezende.


Já a HP lançou a edição 2.0 do papai noel digital, dessa vez com uma página exclusiva no Facebook para receber pedidos de Natal dos clientes que são sorteados em programas diários transmitidos pela internet de segunda a sexta-feira, das 17h30 às 19 horas. Chamado de E-noel, o bom velhinho na verdade aparece na rede como um descolado e bem humorado jovem.


— O humor é uma coisa que funciona bem nas redes sociais. Se um assunto é engraçado, torna-se viral. Em meio às brincadeiras, procuramos incluir várias informações dos nossos produtos — diz Renata Gaspar, diretora de marketing da HP.


No perfil da tradicional árvore de Natal flutuante da Bradesco no Facebook, a estratégia é convocar o público a participar de concursos culturais e interagir com o enfeite.As melhores mensagens de Natal em foto, vídeos e textos concorrem a prêmios. Para Enrique Adan, diretor executivo da Bradesco Seguros a participação do público ajuda a trazer o apelo emocional desta época do ano.


— Fizemos um vídeo em que cada pessoa contava um pouco da história de 16 anos da árvore de Natal no Rio, que já se tornou um ponto turístico. Além de interagir com a marca e conhecer mais sobre os produtos e serviços, o acesso pelas redes sociais também é uma porta de entrada para os sites próprios das empresas.


O site de compras coletivas Peixe Urbano, por exemplo, que possui uma das maiores fan pages do Facebook pretende usar a rede social em conjunto com o Twitter para levar seus seguidores ao site de Natal que vai lançar na sexta-feira.


— Esse é o primeiro Natal em que estamos realmente fazendo o social commerce, mas o brasileiro ainda não está muito acostumado a fazer compras pelo Facebook — diz Gil Giardelli, especialista em mídias digitais.

Já Elizangela Grigoletti, da consultoria Miti Inteligência, diz que a maioria das empresas ainda não aproveita totalmente o potencial das redes sociais como um canal de venda e percepção da intenção de compra dos clientes. Segundo ela, mesmo varejistas experientes no comércio eletrônico deixam a desejar quando se trata de direcionar produtos de maneira personalizada para seus seguidores e fãs.


— Muitas estão presentes nas redes sociais, mas não interagem com seus seguidores e com isso não conseguem um resultado efetivo, para que esse relacionamento leve à compra — diz.


FONTE DA NOTÍCIA: O GLOBO

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